Como o fundador do Grupo Varanda acompanhou e ajudou a forjar o conceito de qualidade servindo 100% de produto nacional nos seus negócios
Por Vera Ondei
Quando Sylvio Lazzarini abriu o Varanda Grill, 30 anos atrás completados em 2026, o cardápio do que se tornaria um dos restaurantes mais importantes da capital paulista dependia em quase 100% de carne importada da Argentina e do Uruguai. Naquele tempo, a carne brasileira não chegava ao padrão que ele queria para o seu negócio e estava bem longe do que se entende por carne de qualidade nos dias atuais.
Três décadas depois, os restaurantes de Lazzarini operam com fornecimento 100% nacional, além de recusar qualquer peça sem certificação sanitária, ecológica e de carbono neutro. Desde 2022, o grupo fatura acima de R$ 100 milhões. Em 2025 foram R$ 115 milhões, 9,3% acima do ano anterior.
Entre esses dois pontos existe uma trajetória de vida e de crença, que hoje aos 74 anos, que se confunde com a própria história da transformação da pecuária de corte brasileira. O que não falta na boca de Lazzarini são histórias de um Brasil que se transformou da década de 1980 para cá e nas quais eles e seus companheiros de jornada são seus promotores. Mas de onde vêm a carne premium made in Brazil?
“Acabou a inflação, acabou o boi-moeda. Agora precisamos produzir no campo”, diz Lazzarini se referindo a uma época na qual qualquer previsibilidade era um jogo sem ganhadores. A frase acima era o que ele repetia com certa regularidade em 32 centros pecuários pelo Brasil nos anos que se seguiram ao Plano Real, contratado por cinco empresas do agronegócio entre elas a farmacêutica MSD (Merck Sharp & Dohme) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF), para levar a mensagem da produtividade a um setor ainda preso à lógica do boi como reserva de valor contra a inflação.
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