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O Ciclo do Gado

O Ciclo do Gado

A Capitania de São Vicente constituiu-se centro irradiador da bovinocultura para o Brasil. Os Jesuítas orientavam a criação e os indígenas aldeados tinham na carne bovina o principal alimento. Era proibido o consumo de carne de vaca, de forma a possibilitar a expansão do rebanho.

Com o tempo, os rebanhos aumentaram e ocuparam novos espaços, à procura de novos pastos e de água, nos períodos de estiagem, distanciando-se cada vez mais das vilas e das sedes. Era o início do ciclo do gado e da conquista do Sertão.

Segundo Hélio Vianna, em seu livro “História do Brasil”, o povoamento do Sertão se relaciona diretamente à criação de gado, atividade econômica essencialmente fixadora de populações.

O gado que foi introduzido em diversas Capitanias Hereditárias, como na própria sede do governo-geral, durante o século XVI, procedia quase sempre das ilhas portuguesas do Atlântico, especialmente de Cabo Verde.

Em 1711, existiam mais de 500 currais, no Sertão da Bahia, como mais de meio milhão de cabeças de gado, e mais numeroso ainda era o rebanho de Pernambuco, que contava com mais de oitocentas mil cabeças.

A esse tempo, rumo sudoeste, prosseguia a penetração do gado, atingindo o norte de Minas, mediante o regime da concessão de terras de sesmarias. Com isso, multiplicavam-se os núcleos de colonização, acompanhando rios e estradas de passagem de gado, fixando-se em simples pousos de boiadas ou centros de compra ou troca de gado.

A maior significação, porém, do “ciclo do gado”, ainda segundo Vianna, “é a que lhe advém da circunstância de ter proporcionado a ligação geográfica dos movimentos de expansão partidos da Bahia e de São Vicente, de Pernambuco e do Maranhão. Unidos, no Norte de Minas, no primeiro caso, no interior do Piauí ou do Ceará, no segundo, por intermédio dos passadores de gado, processou-se a verdadeira união terrestre do Sul, Centro, Leste e Nordeste.

Realmente, foi criação de gado o motivo econômico da integração do Sertão à formação brasileiro.

Tornando-se fixos os novos núcleos de população, em tão grande área espalhados, fortaleceu- se a autonomia que, embora permitisse o insulamento da vida sertaneja, condicionou, também, a expansão pelo imenso território que viria a unir, de modo efetivo, a dilatação litorânea antes processada pelo Leste e Nordeste, à interna, que, em busca das minas de ouro, se realizou pelo Centro do país (VIANNA,1980).[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]